

Fotos: Blog Voando Baixo e Agência Reuters
Virou chatisse e clichê todo início de ano especulações sobre os favoritos para o título da temporada da Fórmula 1. E também não é algo muito difícil de arriscar. McLaren e Ferrari destacam-se no topo da pirâmide da competição a todo ano.
A temporada em vigor parece guardar um outro desfecho, e que assim seja. Essa tão falada 'nova hierarquia' da F1 ficou mais provável com o GP da Austrália. O sucesso do gênio Ross Brawn e sua equipe não remete a nenhuma surpresa, já que o mesmo conquistou vários títulos em sua carreira; o que impressiona é o contexto em que a vitória foi conquistada.
De improvável existência a triunfo na primira corrida(algo que não acontecia há 55 anos para uma equipe estreante), e possuidora de recursos escassos, com um patrocínio recente, e desprovida do já popularizado KERS. Mas como já dito, Brawn montou um carro arrojado, resistente, chamado pelo grande Reginaldo Leme de 'tanque'(exagero, é claro); a equipe tem pilotos talentosos, já mostraram isso e, cá entre nós, mereciam um bom carro depois de duas temporadas para serem esquecidas pela Honda.
Espera-se também que a já tão criticada FIA não atue como um STJD do automobilismo e altere bruscamente regras de aerodinamica dos carros, no julgamento que ocorrerá no próximo dia 14, mas, que tenha uma postura correta quanto ao uso dos difusores que já causam polêmica. Segundo o bi-campeão mundial Fernando Alonso - A Brawn está em outro nível. Se a Corte de Apelações não fizer nada, então eles vão ganhar as 17 provas.
Se na concepção da FIA o difusor for legal, que as demais escuderias mudem seus carros(algo que não acontesse da noite pro dia) e corrão atrás do prejuízo, contudo se for considerado ilegal, que essa nova disputa democrática pelo troféu de campeão seja eterna enquanto dure.

